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Espiritualidade Franciscana: Nossa vida é uma constante romaria

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*Frei Dennys Santana Ferreira, ofm

Apresentação do Trânsito de São Francisco, no último dia da novena, na Praça dos Romeiros

De tantos modos e de tantas maneiras, por muitas vezes acorremos a Canindé em romaria. Outros que aqui não puderam se achegar unem-se em oração fazendo dela, acredito eu, sua romaria. Bendita e louvada seja esta santa romaria! Sempre serão benditas as romarias para todos aqueles que carregam a certeza de que as romarias são a antecipação da Última Romaria.

Boa pergunta: qual é a última romaria?

Recorda-nos as Constituições Gerais da Ordem dos Frades Menores: “A exemplo de São Francisco, porém, todos os irmãos se lembrem que a morte é a passagem da vida mortal para a glória do Senhor e a última doação da vida” (CCGG 36). A nossa última romaria é para casa do Pai. E a morte é aquela que nos dá a passagem nesta romaria. Por isso, Francisco saúda a irmã morte na hora derradeira para louvar o Senhor, assim como ao longo de sua vida por muitas vezes havia convidado toda a Criação a bendizer o seu Criador. “Louvado sejas, meu Senhor, por nossa irmã, a morte corporal, da qual homem algum pode escapar” (CIS 12).

Bem sabemos que o ciclo natural da nossa existência compreende a morte corporal. Entretanto, na realidade da fé, a morte é o “salário do pecado” (Rm 6,23). A morte é a consequência do pecado! Lemos no Catecismo da Igreja: “embora o homem tivesse uma natureza mortal, Deus o destinava a não morrer. A morte foi, portanto, contrária aos desígnios de Deus criador e entrou no mundo como consequência do pecado” (CaIC 1008). No entanto, em Jesus Cristo, o nosso Salvador, Filho de Deus, que assumiu a nossa condição também Ele sofreu a morte. E foi em Jesus Cristo, na sua obediência livre e total ao Pai, que a maldição da morte transformou-se em bênção. “Se com Ele morremos, com Ele viveremos” (2Tm 2,11).

Então, a morte é uma certeza para a nossa carne, porém para a nossa alma ela torna-se bendita para aquele que deseja unir-se definitivamente ao Pai. Esta certeza e este desejo que levaram Francisco a perscrutar a sua vida. Afinal, muitas das coisas que encaramos como segurança diante da morte tornam-se um nada. Por isso a irmã morte, assim chamada por Francisco, não chegou de forma inesperada. Em Francisco de Assis, vemos que a morte é passagem para última romaria. Ele que também como nós, por tantas vezes, fez de sua vida uma romaria. Pois, no seu coração sabia ele que somos estrangeiros neste mundo e morrer com Cristo Jesus é viver com Ele. Resta-nos perguntar a nós mesmos: como temos encarado a morte? Quais os valores que temos semeado na vida enquanto não chega o dia da última romaria?

Veja também!

Dia de Finados, celebrando nossa fé na Ressurreição

O dia de Finados, para todos os cristãos católicos, é o momento de recordar das pessoas queridas que já partiram desta vida. Não é um momento de tristeza, ao contrário, é um gesto de confiança e de fé no Deus da Vida que é “Senhor dos Vivos e dos Mortos”.

O dia 2 de novembro é, por isso, ocasião de renovarmos nossa fé na Ressurreição de Cristo e também em nossa ressurreição, pois “Se com Ele morremos, com Ele viveremos” (2 Tm 2, 11). Assim, expressamos a fé que temos na vida eterna, a vida junto de Deus e que começa já aqui na terra, quando procuramos fazer sua vontade, vivendo como Jesus viveu.

Em Canindé, a Comemoração dos Fiéis Defuntos acontece com missas, celebradas na Basílica, na Capela do Cemitério São Miguel e campal no cemitério São Francisco, localizado no bairro Campinas.

Fonte: Jornal O Santuário de São Francisco das Chagas. Colaboração: Frei Dennys Santana Ferreira, OFM

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