Canindé

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Localizado em pleno Sertão Central do Ceará, a 110km da Capital do Estado, Fortaleza. Situa-se as margens do rio do mesmo nome, a cidade é considerada um grande centro de romaria e um dos maiores Santuários Franciscanos do mundo, recebendo anualmente milhares de devotos, das diversas partes do país, em sua grande maioria da região Norte e Nordeste.

A Origem do nome

O nome da cidade de Canindé, tem origem indigena (Kanindés), que designava uma tribo de índios missionados e que primitivamente habitam as margens dos rios Banabuiú e arara Quixeramobim. Outro fato que levou a esse nome era a existência nessa região da arara canindé, de plumagem amarela, chamada GUACAMAIO. O nome aplica-se a uma psitacídeo (Ara araraúna) e assim era apelidada uma grande tribode tarairius, que vivia na região central do Ceará pelo sertões de Quixadá, Canindé e Alto Banabuiu, Quixeramobim.

Etimologicamente, existem três versões para o nome Canindé, são eles: “teu seio”, “tua cama” e “teu manto”. Isso caracteriza bem a cidade que com sua simplicidade acolhe o Santo Seráfico de Assis e seus milhares de devotos.

Descendestes dos Canindés

Há pouco tempo, uma comunidade que vive na fronteira de Canindé com o município de Aratuba, deu início à luta para ser reconhecida pelas autoridades como descendentes da tribo dos índios Canindés.

Origem da cidade

A história da cidade de Canindé está entrelaçada a devoção a São Francisco das Chagas. Ainda em 1758 houve missões dos terciários franciscanos nesses sertões. Há registros de que, em 1764, o lugar já era habitado e dividido em latifúndios, onde eram exploradas a criação de gado e a lavoura. No ano de 1775, o sargento-mor português, Francisco Xavier de Medeiros, historicamente reconhecido como fundador do povoado, estabeleceu-se às margens do Rio Canindé, onde iniciou a construção da capela dedicada a São Francisco das Chagas, contando com o auxílio de habitantes locais.

O terreno onde a capela já estava sendo erguida era situado em terras não demarcadas, porém, teve posse reivindicada por três irmãos fazendeiros, tendo de ser interditada por ordem judicial. Além disso, a seca dos três sete, referente ao ano de 1777, também foi razão para a interrupção das obras até 1793.

A Capela de São Francisco

Com a doação das terras e com a retomada da construção no ano 1796 definitivamente a capela foi concluída e inaugurada, tendo como primeiro responsável o padre João José Vieira. Além disso, o Capitão Jerônimo Machado doou a imagem grande de São Francisco, localizada no altar principal.

Assistência religiosa na cidade

No início do século XIX, grandes romarias e festejos em homenagem a São Francisco já eram tradicionais, impulsionando o povoado ao desenvolvimento. Devido à importância do culto à religião, no dia 30 de outubro de 1817, El Rei D. João VI elevou a antiga capela à categoria de igreja matriz, a qual o primeiro vigário, Padre Francisco de Paula Barros, tomou posse no ano seguinte.

Da vila à emancipação de Canindé

Em 1818, o povoado de Canindé havia sido elevado à categoria de vila, quando também foi demarcado seu território às margens do rio que nomeou o lugar. Politicamente, obteve sua emancipação após o presidente da província do Ceará, Ignácio Correia de Vasconcelos, ter dividido o território provinciano. Em 25 de agosto de 1914, conforme a Lei Estadual nº 1.221, a Vila de Canindé passou à cidade. Pela Lei nº 1.190, de 5 de agosto daquele mesmo ano, a antiga denominação de Intendência foi substituída por Prefeitura, sendo nomeado primeiro prefeito Antônio Monteiro Filho, conhecido popularmente por Sitônio Monteiro.

Manifestação de devoção e fé

Atualmente a Festa de São Francisco de Canindé é um dos mais importantes eventos do calendário religioso nordestino, realiza-se na Praça do Romeiro, um gigantesco anfiteatro ao ar livre, com capacidade para abrigar aproximadamente 110 mil pessoas, concluída e inaugurada em 1999.

Outros eventos também ganham destaque na Praça dos Romeiros, como a coroação de Nossa Senhora, no último sábado de maio e a Solenidade do Natal do Senhor, no dia 24 de dezembro.

A mística franciscana envolve a cidade e o Santuário e milhares de devotos vem a essa região onde também preferiu situar-se São Francisco de Assis ou das Chagas, para que assim seu irmãos, devotos pudessem ter um contato mais próximo com Deus, por intercessão do santo amado e assim agradecer, pagar promessas e fazer novos pedidos. Muitos acreditam na presença viva de São Francisco, de fato ele está vivo no coração de cada devoto que acredita no santo simples, pobre e humilde, chagado pelas Santas Chagas de Cristo. É assim que se identificam os devotos de São Francisco.

Fonte: Santuáruio de Canindé e www.caninde.ce.gov.br



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